Documentário sobre Candomblé

Recebi esse link via Twitter @anjodearuanda. Trata-se de um documentário sobre Candomblé. O documentário é curtinho mas tem um conteúdo muito interessante.

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Praça dos Orixás – Brasília – DF

Oxalá

Oxalá

Em Outubro de 2011 tive o prazer de conhecer um local bastante interessante localizado às margens do Lago Paranoá em Brasília – DF no local conhecido comumente como “prainha”. Trata-se da Praça dos Orixás.

Morei em Brasília durante grande parte da minha vida, porém, quando saí de lá essa praça ainda não existia mas o local já era bastante frequentado por umbandistas e candomblecistas para realizar seus rituais sagrados de entrega de obrigações para os Orixás, principalmente para Yemanjá, Oxum e Nanã.

Segundo o que consegui encontrar de informações sobre o local, ele foi inaugurado como “Praça dos Orixás” em 2006 porém como ainda sofremos muito com a intolerância religiosa, neste mesmo ano a praça foi completamente depredada por vândalos e teve várias estátuas roubadas e as que ficaram no local foram completamente destruídas.

Em 2009 (sim, acreditem, somente em 2009) a praça foi restaurada e reinaugurada exibindo 16 estátuas de Orixás de autoria do artista plástico baiano Tatti Moreno.

Felizmente as estátuas permanecem lá até os dias de hoje porém os vândalos voltaram a atacar o local fazendo pichações e removendo as placas com os nomes dos Orixás que existiam em cada estátua. Como podemos ver, a intolerância religiosa continua reinando na Capital Federal.

Recomendo a todos que façam uma visita à Praça dos Orixás pois o local é de uma paz incrível e não há como estar naquele local sem ser tocado pela força dos Orixás. O local é muito bonito e completamente arborizado.

Veja algumas fotos que tirei lá na Praça dos Orixás:

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103 Anos de Umbanda

Hoje a Umbanda completa 103 anos desde que o Caboclo das 7 Encruzilhadas anunciou o seu início. Foram 103 anos difíceis de perseguições, incompreensões e todo o tipo de preconceito que se possa imaginar. Não foram anos fáceis e os anos que vem pela frente não serão menos difíceis do que os que passaram, isso porque o preconceito ainda é grande e muitos ainda vêem a Umbanda apenas como forma de trazer a pessoa amada em 7 dias ou qualquer outro tipo de “amarrações” que anunciam por aí, sujando o nome da nossa religião.

Mas nós resistimos e resistiremos a qualquer tipo de preconceito porque o verdadeiro umbandista trás dentro de sí a esperança das crianças, a firmeza dos caboclos, a sabedoria dos pretos velhos, a coragem do povo baiano, a capacidade de adaptação do povo cigano e o jogo de cintura dos nossos compadres e comadres.

O verdadeiro umbandista não vai ao terreiro à procura de trazer a pessoa amada em 7 dias, não vai ao terreiro à procura de amarrações e nem à procura de riquezas materiais. O verdadeiro umbandista está sempre à procura de outro tipo de riqueza, a riqueza espiritual, a riqueza da sabedoria em lidar com as questões difíceis do dia-a-dia, a paciência de aguardar o que não está em tempo, a firmeza e a coragem para enfrentar de frente todas as intempéries da vida, a capacidade de mudar quando a mudança é realmente necessária e a alegria de receber apenas o que lhe é designado.

O verdadeiro umbandista sabe como agir ou sabe a quem recorrer quando lhe falta a sabedoria para lidar com as questões mais difíceis, quando lhe falta coragem para encarar de frente o que deve ser encarado, quando lhe falta o olhar da simplicidade para enxergar o verdadeiro motivo das coisas e quando lhe falta o jogo de cintura para lidar com os inimigos mais traiçoeiros que aparecem.

Sim, estamos aqui pacientemente firmes levando a nossa mensagem para todos os que desejam ouvi-la, senti-la e vivê-la. Somos e sempre devemos ser a mão que acolhe sem pré julgamentos, sem o olhar de reprovação e apenas com a bondade no coração e na alma.

Parabéns, Umbanda, por seus 103 anos e por todos os outros que ainda virão. Obrigado, Umbanda, por fazer de nós pessoas ainda melhores.

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